20/09

GUARANI BATE O DANADOS E É BICAMPEÃO DA LZN CUP

ARENA MANET

Por: Julio Cesar

No último domingo (18), a competição mais democrática da LZN chegou ao fim. Embalados pela ótima campanha na fase de mata-mata, Danados e Guarani fizeram a final em busca de mais um título. O Danados, que buscava sua primeira conquista nesta competição, vinha confiante na vitória e não cogitava sair de campo sem levantar o troféu de campeão. O Guarani, por sua vez, buscava levantar mais uma vez a taça de campeão da LZN Cup e não mediria esforços para conquista-la. Incentivados pela boa presença da torcida na Arena Manet, as duas equipes mostraram excelente futebol e não deixaram a desejar. Com lances de velocidade, ataques precisos, boa movimentação e a ótima atuação de Josenaldo, o Gula, o Guarani se superiorizou, levando a melhor sobe o adversário. No fim, vitória por 5 a 3 e a taça erguida de forma merecida, pela equipe que se mostrou entre as melhores da competição.

 

Desde os primeiros minutos da etapa inicial, as duas equipes mostraram a que vieram. Sem querer saber de ficar atrás, Danados e Guarani se lançaram ao ataque e deixaram claro que a classificação para a final não era questão de sorte. Logo no início, o Danados começou melhor. Com muita velocidade e bons lances de ataque, o time azul encurralou o Guarani em seu campo e pressionou em busca do gol. Aos dez minutos do primeiro período, a pressão do Danados deu certo. Jeferson da Silva recebeu dentro da área e levou a melhor sobre o arqueiro Pato, do Guarani, abrindo o marcador na finalíssima da LZN Cup. Após o revés sofrido, o time verde recuou e buscou soluções para reverter o panorama da partida. Atrás no marcador e sendo dominado pelo adversário, o Hulk de Bento Ribeiro procurou o contra-ataque para ameaçar o Danados e acabou dando certo. Após subida de Jeferson, do time azul, em velocidade pelo lado direito, o camisa dois cruzou para a área e viu o goleiro Pato abafar a bola. Na saída veloz, Pato despachou a bola para o contra-ataque do Guarani e, em lance bem elaborado, Josenaldo aproveitou a chance e empatou. Josenaldo, o Gula, estava mesmo inspirado na partida. Além da bola que colocou na rede, o camisa 10 mostrou muita noção de distribuição no meio e, vindo de trás, se tornava um elemento surpresa na criação e finalização das jogadas. Com o empate no marcador, o Guarani ganhou moral e aumentou seu volume, equilibrando as ações em campo. Uma boa alternativa para ameaçar o adversário eram os chutes de longe. Em um deles, Carlos Antonio levou a bola e arriscou de longe distância. O chute levou perigo, mas não entrou. Sendo pressionado e sem muitas chances de chegar ao ataque, o Danados buscou os lançamentos e esbarrou na boa atuação da defesa verde, que cortava tudo pelo alto. Por baixo, o time azul tinha dificuldade na troca de passes e não conseguia lidar com os ótimos contra-ataques criados pelo time verde. Em outro como esse, Esdras Marcelino estava esperto e, após bate rebate dentro da área, o camisa 13 empurrou a bola pro fundo da rede, decretando a virada. Empurrados pela torcida, que fazia muito barulho na Arena Manet, o Guarani conseguiu a vantagem simples no marcador e obrigou o Danados a buscar o resultado. Com a necessidade, o time azul precisou se lançar a frente e chegou a equilibrar as ações ainda na primeira etapa. Infelizmente para eles, quando as oportunidades começaram a aparecer, era tarde. Havia chegado o fim do primeiro período e a corrida pelo empate, pela virada e pelo título ficaria reservada à segunda etapa.

 

Na saída para o descanso, Jefferson da Silva, autor do primeiro gol do Danados, deixou sua análise da partida:

- O time baixou muito. Eles estão ganhando no mano a mano lá na frente. Precisamos fechar a cobertura e acabar com esses chutes dele. – disse o autor do gol.

 

No outro lado, Edda, que marcou o gol da virada pelo Guarani, explicou um pouco sobre seu gol e sobre suas expectativas para a segunda etapa:

- Meu gol foi um gol de oportunismo. Aproveitei ali que o goleiro espalmou a bola, entrei e marquei. Agora é voltar com essa mesma postura que tivemos. Tocar a bola porque está muito quente, o campo é muito grande e se ficarmos na correria vamos entrar em desvantagem.

 

Na segunda etapa, era de se esperar um Danados com mais volume para buscar o empate e a virada. Infelizmente para eles, a intenção de pressionar o Guarani e marcar no início não deu certo e o time azul acabou sofrendo com os contra-ataques. Em um deles, Edda entrou bem pela esquerda e bateu cruzado para boa defesa de Renato, com os pés. Mesmo com o susto, o Danados não desistiu de sua postura ofensiva e continuou atacando em busca do empate. O Guarani, por sua vez, aproveitava muito bem as chances que tinha de sair em velocidade para apanhar o adversário em desvantagem numérica e usava muito bem os lados do campo para isso. Em excelente descida de Leonardo Soares, Edda teve mais uma chance de bater cruzado e a bola passou bem perto. Antes que o camisa 13 pudesse lamentar a chance perdida, mais uma chance apareceu para o Guarani. Em falta marcada próxima à área, Gula bateu rasteiro e viu a bola passar pela barreira para morrer no fundo das redes. Mesmo com o 3 a 1 no marcador, o Guarani não poderia relaxar na partida. Apesar da derrota parcial, o Danados não deixou de lado suas investidas ofensivas e não recuou. Buscando o ataque, pecou em passes errados e lances de precipitação. Em um deles, Renato errou a saída de bola e deixou Gula de frente para a meta para fazer mais um.  Era o quarto do Guarani, que praticamente selava o destino da final. Sem querer saber disso, o Danados continuou investindo na frente e acabaria por colher os frutos. Porém, nervosos, erravam lances bobos e perdiam oportunidades claras de encostar no marcador. Com dificuldade na criação e errando muitos passes, apostaram em Ariel para fazer as vezes de goleiro linha. Ariel entrou bem e deu volume ao time azul na frente, que controlou a posse de bola e deu poucas chances de desarme ao Guarani. Por outro lado, o risco era iminente. Ao perder a bola, o Danados se via sem seu arqueiro sob a meta e poderia sofrer o revés dessa forma. O Guarani, por sua vez, armou bem a defesa e, apesar de ver o adversário com mais posse, não permitia a infiltração em sua defesa e mantinha o perigo longe de seu gol. Em roubada de bola, encontraram Ariel fora da meta e Wellington Silva arriscou de longe para marcar. Infelizmente para o Danados, a tática do goleiro linha não surtiu efeito, e agora os azuis tinha poucos minutos para tirar uma vantagem de quatro gols do placar. Com o 5 a 1 no marcador, o Guarani relaxou e deu espaços para o adversário penetrar em sua defesa. Com qualidade, o Danados não deixou barato e aproveitou as chances criadas. Em uma dessas, Marcos Silva limpou a marcação e bateu no contrapé do goleiro Pato, descontando. Com o placar marcando 5 a 2 e o tempo de partida chegando ao fim, apenas um milagre do time azul poderia tirar o troféu da mão do Guarani. O Danados ainda marcou mais um antes do fim. Em excelente lance de pé em pé, a bola encontrou Carlos Alberto que não perdoou. Em chute cruzado, o camisa 10 marcou o terceiro do Danados e decretou números finais à partida. No fim, o Guarani levantou, mais uma vez, o troféu de campeão da LZN Cup. O Danados, por sua vez, ficou com a vice colocação e mostrou que tem qualidade ao chegar à final passando por adversários fortes e fazendo uma ótima partida contra o Guarani.

 

No fim da partida, Gula falou um pouco sobre marcar três vezes na final e comemorou mais um título do Guarani.

- Primeiramente eu quero agradecer a Deus, depois aos nossos companheiros que me deram muita força e incentivo. Eles me deixam muito a vontade pra jogar e hoje não foi diferente. Esse título é consequência de um trabalho bem feito durante todo o campeonato. Nós praticamente não usamos zagueiro, eu venho como surpresa de trás e vem dando certo. Felizmente pudemos sair campeões. – disse o capitão.

 

Do lado do Danados, Sidney, que atuou na defesa e trabalhou muito para conter o forte ataque do Guarani, falou um pouco sobre o vice-campeonato e sobre a partida.

- Eu acho que o detalhe resolveu. Final é decidida no detalhe, quem erra menos acaba saindo vencedor. Eles sobressaíram, nós erramos muito em bolas que não estamos acostumados a errar. O vice-campeonato não é demérito nenhum, somos um time de amigos, queríamos o título mas não deu e estamos felizes com a nossa campanha. 


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