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Duelos decisivos, estreias e muito mais: confira as emoções do sábado no Regional

ARENA SHOW DE BOLA

Por: Thyago Lage

O último sábado (08), foi dia de mais duelos do Regional, válidos para segunda, terceira e quarta divisões, no Show de Bola. Confira o que aconteceu de melhor nas partidas:

 

KRIPTONITA 2x2 ANTARES

Abrindo o dia na Arena Show de Bola, um duelo marcado pelo equilíbrio. A partida válida pelo grupo H da quarta divisão trouxe dois debutantes na Liga Zona Norte com muita fome de jogo. Kriptonita e Antares apresentaram bom futebol, apesar da pouca exposição de lado a lado. No final, o empate pareceu ser o melhor resultado, com cada um carregando um ponto na bagagem pela primeira rodada.

Foi perceptível desde o primeiro momento que as duas equipes teriam alguma dificuldade para desenvolver seu futebol na Arena Show de Bola. Estreias são sempre momentos diferentes para qualquer equipe e esse fator poderia justificar a dificuldade antes citada. Justificou. Foi possível identificar duas equipes com bom potencial técnico mas com leves dificuldades para se lançarem ao ataque.  A partida acabou se tornando muito estudada. Com uma base aparentemente mais sólida, o Kriptonita deu indícios de que poderia se tornar superior na partida. Mas nos momentos em que a equipe foi melhor, viu o bom time do Antares equilibrar as ações e buscar sua soberania momentânea também.

Por fim, o equilíbrio definiu a partida que, embora movimentada, ainda não retratou aquilo que os dois times têm de melhor. Luiz André e Douglas balançaram as redes pelo Kriptonita, enquanto Jefferson e Alves anotaram pelo Antares, finalizando o marcador em 2x2.

 

BDA 1x0 NORTENHOS

Dando sequência ao dia, BDA e Nortenhos foram a campo num duelo emocionante. A partida, válida pela quarta divisão, também pertence ao grupo H mas, diferentemente da anterior, trouxe duas equipes que podem ser consideradas conhecidas na entidade. BDA e Nortenhos já disputaram outras competições da LZN e, agora, lutam pela classificação em busca do acesso à terceirona.

O placar magro não diz tanta coisa sobre a história do jogo. O Nortenhos, num panorama geral, merecia uma sorte melhor na partida. A equipe criou grandes chances de gol. Mas parou no personagem do jogo: o goleiro Paulo Henrique. O camisa um da equipe branca praticou, pelo menos, cinco grandes defesas ao longo do embate. Apesar do 0x0 na primeira etapa, o que se viu foi um jogo bastante quente. O BDA, por sua vez, não abriu mão de jogar. Mas não teve a mesma presença ofensiva do seu adversário. Mesmo assim, a equipe conseguiu abrir a contagem na segunda etapa, com gol marcado por Felipe Amorim. Depois do gol, restou ao BDA segurar a pressão. Fosse com desarmes de seus zagueiros, ou com intervenções do seu goleiro. A equipe acabou excedendo o número de faltas e deu ao Nortenhos a chance de empatar. Na cobrança do shoot-out, Paulo Henrique fez a defesa, garantiu os três pontos e saiu de campo como o principal destaque da partida.

VILLAGE 2x3 VENDINHA

Pela terceira divisão, Village e Vendinha duelaram pelo grupo C. A partida valeu ao Vendinha o sexto ponto na competição, entrando no G4 do grupo. O Village, por sua vez, segue com três pontos, sem conseguir se movimentar para cima na classificação.

A primeira etapa definiu os rumos da partida. Com um primeiro tempo de manual, o Vendinha mostrou grande mobilidade, abriu vantagem e deixou seu adversário em situação delicada. A equipe conseguiu concluir com precisão as suas principais oportunidades no primeiro tempo, se defendeu com correção e poderia até ter anotado mais gols. Diego, Tharcilio e Robert deixaram a vida do Vendinha aparentemente tranquila. Mas o segundo tempo reservava momentos de emoção. Depois de muita conversa no intervalo, o Village, que não chegava a fazer um primeiro tempo ruim, se reorganizou. Num verdadeiro tudo ou nada, a equipe se lançou mais ao campo ofensivo e foi buscar seu prejuízo. O Vendinha pouco produziu no segundo tempo e precisou segurar uma blitz do desorganizado ataque roxo. Hudson e Nilton marcaram em favor do Village que, mesmo sem tanta organização ofensiva, levou grande perigo e, no coração, buscou o resultado. Sem sucesso. O Vendinha, vencedor, mostrou relativa acomodação na segunda etapa. Mas no final, conseguiu resistir e sair vencedor.

 

PRAÇA XI 4x1 PORTUGAL

Também pela terceirona, Praça XI e Portugal duelaram pelo grupo B. Portugal já possuía quatro pontos antes da partida começar e vinha de duas boas apresentações, estando invicto na competição. O Praça, acumulando apenas um empate, precisava da vitória. E com muita disposição em campo, controlou a partida e conseguiu chegar aos mesmo quatro pontos de seus rivais, estacionando na vice-liderança por saldo de gols.

Na primeira etapa, o time preto conseguiu somente um gol, marcado por Igor. Ainda assim, mostrou leve superioridade, tendo maior consistência em comparação a Portugal. Os europeus, no entanto, até apresentaram fatores de equilíbrio na etapa inicial. Mas no segundo tempo, tudo mudou. O Praça XI se lançou mais ao ataque, aproveitou descuidos defensivos do time rival e conseguiu abrir boa vantagem. A movimentação ofensiva e as jogadas com o pivô renderam frutos. Patrick, Anderson e Felipe deixaram o Praça em condições excelentes no duelo. Nem mesmo o gol marcado por André Luiz impediu a derrota portuguesa que, agora, cai para a quinta colocação no embolado grupo B.

 

EXCOMBA CITY 2x8 BEIRA MORRO

Pelo grupo E da quarta divisão, mais um par de debutantes na LZN. Excomba City e Beira Morro fizeram sua primeira partida com 10 bolas dentro da rede, sendo oito gols anotados na primeira etapa. O Beira Morro, de Wellington, mostrou grande desenvoltura e venceu com autoridade os seus rivais.

A equipe do Excomba City teve muitas dificuldades para se encontrar em campo. Retrato disso é o placar da primeira etapa. Apesar de marcar duas vezes, com autoria para Yuri e Vinícius, a equipe vermelha sofreu seis gols e não conseguiu levar muito perigo à meta adversária. Em contrapartida, deu espaços demais em seu campo, não conseguiu segurar o ímpeto rival e sucumbiu. Em dia inspirado, o Beira Morro não tinha nada com as dificuldades do adversário e se preocupou somente em fazer seus gols. Destaque da equipe, Wellington marcou três vezes, participou de outras oportunidades de gols e ditou o ritmo da equipe. Além dele, Daniel, Vieira, Wesley, duas vezes e André Luiz marcaram pelo time branco, que fez valer sua superioridade e conquistou os três pontos.

 

RUFFLES 7x4 ALIANÇA

Pela segundona, um excelente duelo. Ruffles e Aliança foram a campo, pelo grupo B, vivendo momentos distintos. Bem na competição, o Ruffles somou 16 pontos com a vitória e assumiu a liderança, mostrando que está em lua de mel com a vitória. Já o Aliança, com a derrota, soma apenas seis pontos em sete duelos, estacionando na sétima colocação.

A partida teve incríveis onze gols. E com grande atuação, a equipe do Ruffles mostrou muita solidez ofensiva, já que sofreu um grande número de gols mas conseguiu superar o rival com uma diferença de três bolas. A equipe do Aliança, embora qualificada, não vive o melhor dos seus momentos. Conseguir marcar quatro gols é sinônimo de uma boa atuação ofensiva. Mas sofrer sete é alarmante. A partida retratou duas equipes ofensivamente fortes, mas defensivamente instáveis. Levou a melhor o ataque que definiu melhor e impôs um maior volume de jogo. Sendo assim, pelo Ruffles, três atletas se revezaram na artilharia da partida. Murilo anotou três, Michell marcou dois e Vinícius outros dois gols. Do outro lado, Samuel deixou sua marca duas vezes enquanto José Edson e Ivson deixaram uma cada um.

 

LEI SECA 7x3 REÇAKA

Mais sobre a quarta divisão. Pelo grupo G, Lei Seca e Reçaka fizeram um duelo de dez gols, onde o Reçaka era o debutante da partida. A julgar pelos nomes das equipes, o dito popular de “quem bebe, ganha” caiu por terra. O Lei Seca se fez superior em campo, mostrando maior organização e seu tradicional toque de bola mais clássico.

Em dia inspiradíssimo de Dener, a equipe rosa mostrou muita potência ofensiva e conquistou uma vitória maiúscula na estreia. O Lei Seca deu poucas chances para que o Reçaka conseguisse mostrar suas melhores opções ofensivas. O time branco mostrou muita fragilidade defensiva e, apesar de ter marcado três gols, sofreu bastante para furar o bloqueio adversário. Pelo lado rosa, Pedro Henrique marcou duas vezes, seguido por Dener Aguiar, que anotou incríveis quatro gols, um seguido do outro, e Rodrigo marcou um. Dener, sem sombra de dúvidas, foi o nome da partida, com o número de tentos assinalados e a responsabilidade de produzir os principais lances de perigo de sua equipe. Ele viu Icaro, duas vezes, e Arthur marcarem os gols do time branco, que estreou com o pé esquerdo na quarta divisão.

 

ISRAEL DA BOLA 4x5 FLORENTINA

Israel da Bola e Florentina entraram em campo, na Arena Show de Bola, para estrear pelo grupo H, na quarta divisão do Regional. A vitória roxa deu à Florentina a liderança do grupo e a quinta colocação à equipe estreante na LZN, Israel da Bola.

Apesar da vitória roxa, a partida teve certo grau de equilíbrio. Ambas as equipes buscaram o gol a todo momento, em um jogo bastante aberto. A melhor definição para as atuações das equipes seria a expressão “jogaram e deixaram jogar”. Israel da Bola mostrou um potencial técnico interessante, com bastante movimentação na sua linha de frente. Apesar disso, não foi a estreia dos sonhos, nem de perto. Do outro lado, a equipe encontrou um adversário experiente e com um ataque igualmente criativo. Leve superioridade roxa, que se comportou melhor que seus rivais na defesa e conseguiu encontrar o caminho do gol com autoridade. Gyan, William, duas vezes, e Luiz Carlos levaram a bola às redes da Florentina ao longo do duelo. A equipe roxa viu seu setor defensivo brilhar no ataque com dois gols vindos de um mesmo zagueiro e ainda anotou outros três tentos com Anderson, Paulo Cesar e Ivan, saindo com os três pontos e a liderança dividida com o BDA.

 

COHAB CITY 0x5 GREMIO CAPIBARIBE

O último jogo do dia foi pela terceira divisão. A partida válida pelo grupo A colocou frente a frente Cohab City e Gremio Capibaribe. A vitória rendeu ao Capiba a liderança do grupo A, somando nove pontos e nenhuma derrota. O Cohab City, com dois empates, acabou entrando na zona de rebaixamento.

A primeira etapa teve uma diferença pequena de placar e absolutamente reversível. Mas pelo time do Cohab City faltariam forças para reverter esse resultado. A equipe chegou até a ameaçar o gol rival, mas não conseguiu muita efetividade no campo rival. Em contrapartida, o Capibaribe fez uma partida sóbria, sólida, com uma equipe bem posicionada e a defesa em uma boa noite, sobretudo pela presença de Felipe Rafael. Carlos e Eduardo anotaram os tentos da equipe na primeira etapa. O segundo tempo poderia trazer acomodação ao time em vantagem. Mas aconteceu o oposto. A equipe buscou mais gols, não deixou que o seu oponente reagisse e conseguiu construir uma importante goleada. Kleyton marcou duas vezes, sendo seguido por Jhonata. Com isso, ao Cohab City só resta lamentar a partida ruim e mais um resultado negativo. Enquanto isso, segue a lua de mel entre Capibaribe e a vitória.

 

ARENA MANET

 

Por: João Mello

Com três divisões atuando nesse último sábado, na Arena Manet, tivemos quatro jogos pela Elite, um da primeira e, para fechar, um da segundona. Pela Elite, destaque para a vitória do Valentes pra cima do Fênix e a incrível virada do União e Força contra o Estrela Azul. Na primeira divisão, o Desce Gelo continuou invicto após passar pelo Altético Benfica. No último jogo, o Real SC começou muito bem, mas acabou sofrendo a virada contra o Magnatas.

 

SERRA 4 X 3 DOIS TOQUES 

No primeiro jogo na Arena Manet, Serra e Dois Toques fizeram um jogo muito aberto. No primeiro tempo, então, nem mesmo o sol conseguia atrapalhar o ímpeto dos atletas. O Dois Toques teve a primeira chance clara do jogo com Luís Henrique, mas o camisa nove acabou não aproveitando. Ele recebeu a bola do lado da trave, recebeu e levantou a cabeça, só que a finalização foi ruim. Logo depois, para azar do Dois Toques, foi a vez do Serra sair na cara do goleiro e, diferentemente do adversário, o time verde não perdeu a chance. Mostrando uma tranquilidade incomum, Ivan venceu o goleiro e bateu com força, mesmo com o gol vazio. Poderia ter ficado pior para o Dois Toques, mas Rafael conseguiu sair muito bem do gol e desarmou o atacante com os pés. O time vermelho, mesmo assim, não parava de criar. Jonathan estava muito bem no jogo, arrancando pelo meio e servindo bem seus companheiros, só que eles não estavam num dia muito bom. Se a situação poderia piorar para o Dois Toques, piorou. Com a boa finalização de Júlio Cesar, o Serra colocou mais um gol de vantagem. Porém, essa vantagem de dois gols não durou. Assim que a bola saiu, Jonathan, mais uma vez sendo o garçom, achou Carlos na segunda trave. O camisa 11 demorou um pouco para finalizar, mas o gol estava tão feito que não tinha como perder. Dois Toques mais uma vez vivo na partida. 

O jogo estava muito bom, as duas equipes estavam jogando bola, só que com menos de dez minutos, o Dois Toques já estava com quatro faltas na conta. E, falando em conta, quem estava segurando a do time vermelho, era o goleiro Erivelton. Ele fez, pelo menos, cinco grandes defesas, para não deixar que a vantagem do Serra aumentasse. Inspirados pela atuação de seu goleiro, os jogadores da frente passaram a atuar de acordo. Primeiro, em deixada magistral de letra, Jonathan deixou Lucas com o gol vazio para finalizar. Ele bateu em cima do goleiro, mas a bola, por sorte, acabou voltando em cima dele e entrou. Lances depois, a zaga do Serra falhou. Ao tentar sair jogando para o meio da área, Ivan entregou a bola nos pés de Luís. Dessa vez, o camisa nove não mandou para fora e tirou muito bem do goleiro. Era a virada do time vermelho. Mas, no lance seguinte, Renan Chaves cobrou uma falta maravilhosa, na gaveta, sem chances para o goleiro. E, mais uma vez, não se pode subestimar os talentos individuais do Serra. Depois de pentear a bola algumas vezes no meio, Zé Hugo acertou um chute maravilhoso, muito forte, indefensável. O Dois Toques precisava empatar e tinha pouco tempo para isso. E o time até criou alguma coisa, mas faltou tranquilidade para achar o gol de empate. 

 

CACHAMBI 1 X 3 FLEXA/TABAJARA

No segundo jogo do dia, também válido pela Elite, Flexa e Cachambi fizeram um duelo de quatro gols, que mesmo com o time laranja saindo na frente, o adversário não se apavorou e, com autoridade, buscou a vitória.

O primeiro gol do jogo, exatamente do Cachambi, foi um dos mais rápidos do semestre. Com a zaga do Flexa dormindo, ninguém marcou Adriano e o camisa nove, sem goleiro, deixou o dele depois de receber um ótimo passe na segunda trave. Em todo primeiro tempo, essa foi a melhor chance do Cachambi que, depois disso, passou a ter uma dificuldade grande para chegar na área do goleiro William. Por outro lado, o Flexa não se importou tanto assim com o gol sofrido e passou a imprimir o seu ótimo toque de bola, envolvendo o adversário completamente. E não demorou muito para que o gol de empate saísse com Breno, camisa 11. No geral, foi um primeiro tempo sem muitas chances claras. O Flexa passou a manter o estilo de jogo que fez contra o Valentes, de tocar muito a bola na entrada da área adversária, mas a finalização do time não estava muito boa. Pelo Cachambi, Rodrigo era o que mais tentava alguma coisa diferente, mas a marcação nele estava impecável. 

Já no segundo tempo, o jogo se abriu completamente, muito graças a mais um gol relâmpago, dessa vez do Flexa. Ao receber uma bola muito boa pelas costas do zagueiro, Evandro acertou um chute daqueles, sem chances para Tuta. E foi um gol para desesperar de vez o Cachambi, que passou a adiantar o goleiro, colocando mais um na linha de passe. Parecia estar dando certo. O Cachambi estava começando a acelerar mais as jogadas, a movimentação ficava cada vez maior e o Flexa começava a perder um pouco o controle das ações. Contudo, com a confiança aumentado, Tuta acabou se embolando com a bola nos pés, perdeu no meio e ficou desesperado, gritando para que seus companheiros chegassem para desarmar quem o desarmou. A marcação não chegou, então os jogadores do Flexa trocaram passes até que Rômulo, já quase dentro do gol, mandou para o fundo da rede. A vantagem era maior do que parecia. Depois de tomar o terceiro, o Cachambi passou a jogar mesmo com um gol-linha. Paulo Otávio assumiu a função, e estava fazendo um bom trabalho, se arriscando até em algumas roubadas de bola. Mas, na hora de botar a bola no chão e, principalmente, finalizar, a coisa estava feia. A bola simplesmente não achava o caminho do gol, fosse por falta de capricho ou por intervenção do goleiro. E não faltou vontade.

 

ESTRELA AZUL 3 X 6 UNIÃO E FORÇA 

Depois de uma partida muito tática, Estrela e União fizeram um jogo de nove gols, onde cada equipe dominou uma etapa. Mas, assim como semana passada, o time do treinador Maurício contou com a atuação mais que inspirada do camisa nove Douglas.

No primeiro, o Estrela foi "soberano", praticamente perfeito. Só não tirou dez pelo final dos primeiros 25 minutos. Com um começo avassalador e contando com a presença de área de Caio, o Estrela saiu logo com dois gols vantagem. Primeiro, o camisa 11 recebeu sozinho dentro da área e, com apenas um toque, tirou muito bem do goleiro Gabriel. Logo depois, um lance de quem vive para fazer gol. Ninguém esperava, mas numa bola que parecia morta pelo lado direito, ele virou e bateu. O lance foi tão rápido, mas tão rápido, que quando a redonda morreu no fundo da rede, os jogadores de frente do União só conseguiam levar as mãos à cabeça. Para deixar a situação ainda mais complicada para o União, Marllon ainda conseguiu fazer o terceiro. Parecia que o jogo já estava decidido, mas essa é a maravilha desse esporte. Quando você tem um jogador diferente no elenco, fica mais fácil. Em dois lances diferentes, Douglas tirou a vantagem para apenas um gol. Em especial, destaque para o segundo gol, onde ele girou na marcação, bateu de média distância e venceu o goleiro Marcello. 

No segundo tempo, foi da água pro vinho. O União passou a mandar na partida, ainda mais que o Estrela não estava mais contando com Neto Berola, que voltou a sentir a lesão muscular e teve que sair. Sem essa válvula de escape, o time preto ficou encurralado e, para piorar, disperso. Não estavam mais jogando de maneira compacta, então o União estava deitando e rolando. 

Só do camisa nove foram mais três gols. A destacar, o gol de empate, onde ele venceu a marcação no corpo, virou e bateu de voleio. Os outros dois foram típicos de atacante, com apenas um toque. Duas semanas e dez gols. Difícil encontrar alguém com duas semanas iguais a essas na história da LZN. E não era só ele que estava fazendo uma ótima partida. Outros dois atletas estavam desfilando em campo. Ricardo e Leonardo estavam controlando o meio campo e servindo muito os jogadores da frente. Leonardo, em especial, estava imparável quando grudava a bola no pé. Para fechar a conta, Rafael Silva recebeu um passe perfeito na segunda trave e bateu sem goleiro. Poderia ter sido mais, só que Marcello conseguiu salvar, pelo menos, três chances claras. Foi um apagão total do Estrela Azul que praticamente não chegou no campo de ataque nesse segundo tempo.

 

VALENTES 6 X 5 FÊNIX 

Ainda com os jogos da Elite agitando a Arena Manet, foi a vez de Valentes e Fênix darem um show. De gols feitos e perdidos.

No total foram onze gols, com o Valentes contando com a brilhante atuação de André para conseguir uma virada incrível. Bom, a última virada, porque foram três durante todo o jogo. 

Na primeira etapa o Fênix começou melhor, o time vermelho estava mais ligado no jogo. O Valentes até conseguia ficar um pouco mais com a bola, mas essa posse não era transformada em jogadas agudas e apostando na velocidade de Johnny e Miqueias, o Fênix já estava levando perigo ao gol de Ricarte. Só que depois de uma bobeira na saída de bola, Miqueias não desperdiçou. Fênix na frente. Alguns focos de discussão já começavam a aparecer do lado do Valentes, mas o cara da partida, André Taddeucci, começou a resolver. Foram dois gols dele na primeira etapa, virando o jogo para um dos times mais tradicionais da LZN. Contudo, esse espaço de tempo em que o time laranja empatou e virou, não conseguiu ser traduzido num maior volume de jogo. O que aconteceu depois não estava nos planos de ninguém do lado do Valentes. Ainda no primeiro tempo, Johnny, o motorzinho do Fênix, em duas belíssimas jogadas individuais, foi o protagonista da segunda virada. Em especial, seu segundo foi uma pintura. Ele passou no meio de dois defensores, se equilibrou e deu a famosa "tirada". Ricarte voou, mas não chegou.

Se tivemos cinco gols na primeira etapa, foram seis na segunda, demonstrando como os três pontos, nessas últimas rodadas, são valiosos. O empate do Valentes não demorou para sair. Depois de Jorgenei levar pelo lado esquerdo, ele deu para Thiago de Almeida. O meia se apresentou muito bem e mandou para o fundo da rede. Sem dúvidas, esse foi o melhor momento das duas equipes durante os 50 minutos. Com a partida empatada mais uma vez, os times começaram a trocar gols e perder algumas chances incríveis, principalmente os homens de frente do Fênix, que não estavam num dia muito bom e não mostraram tranquilidade. Lucca, camisa dez, fez seu gol e Miqueias conseguiu fazer seu segundo. André, mais uma vez, foi ao resgate. O jogador diferenciado não precisa de muito, então, ao chegar duas vezes em condições para finalizar, ele "chapou" muito bem as duas e correu pro abraço. Além disso, o camisa dois ainda serviu Jorgenei que se posicionou muito bem dentro da área para virar a partida.

 

DESCE GELO 4 X 2 ATLÉTICO BENFICA

Após quatro grandes jogos da Elite, foi a vez da primeira divisão. E o confronto de pesos pesados. Desce Gelo e Atlético Benfica fizeram uma grande partida, que poderia ter tido um placar bem diferente se não fosse pelas intervenções do goleiro Bruno, do Desce Gelo. 

A partida começou do jeito que o time preto tem se acostumado, com um gol logo nos primeiros lances. Com menos de três minutos, Alessandro fez fila e bateu forte, sem chances para o goleiro adversário. Com o placar inaugurado tão rapidamente, duas coisas podem acontecer: o time que levou o gol pode se abalar e não jogar tudo que sabe ou essa bola na rede pode servir como um sinal de alerta, avisando que o jogo não será fácil. O Atlético acordou e com a movimentação intensa de seus jogadores de frente, a zaga do Desce Gelo, uma das mais eficientes da divisão, estava com problemas. Pedro Paulo e Guttemberg estavam fazendo uma grande partida. Quando os camisas dez e 11, respectivamente, passavam por Diego ou Allan, Bruno estava muito bem posicionado para parar qualquer tentativa, fosse em chutes de longa distância ou saindo muito bem para abafar os atacantes. Foi um primeiro tempo perfeito do camisa um. Não conseguindo empatar a partida, o time de Benfica deu margem pro Desce Gelo. Então, quando a bola caiu nos pés de Diego, o zagueiro não desperdiçou. Com um belíssimo arremate cruzado, o camisa oito mandou a bola no "bochecha" da rede, um golaço. 

Fomos para o segundo tempo, e o ritmo das equipes não caia. Com todos os jogadores em ótima forma, a correria não parava. Isso, sem dúvidas, foi prejudicial para o Desce Gelo. Todos estavam correndo, tudo bem, mas esse não é o esquema de jogo do time do treinador Maurício. Muito pelo contrário. A movimentação dos homens da frente, juntamente com o toque de bola rápido e preciso são as verdadeiras armas do time preto, mas o Atlético conseguiu tirar o rival da zona de conforto. Entretanto, Antônio Carlos entrou e botou ordem na casa. Sua participação foi tão importante, mas tão importante, que ele foi recompensado com um gol. Foi de bico, na área. Atlético Benfica encontrou forças e deu um sufoco daqueles no adversário. Primeiro, com Jonatha, camisa 19, que contou com um desvio na zaga para bater o goleiro Bruno. Depois dele Guttemberg, utilizando sua velocidade, fez o segundo. Se aproveitando da pequena desorganização defensiva que o Atlético apresentou nos minutos finais, Alus, com sua confiável perna direita, fez o quarto do Desce Gelo, que segue invicto. 

 

 

REAL SC 3 X 5 MAGNATAS 

Para finalizar mais um dia de competição, foi a vez da segunda divisão entrar em campo. 

Magnatas e Real SC fizeram uma grande partida, não devendo nada para os times de divisões superiores. Contando com um segundo tempo maravilhoso, o time branco conseguiu se recuperar depois de um início terrível e saiu de campo com os três pontos. 

Nos dois primeiros gols do time azul, os jogadores de defesa contribuíram e muito. Para abrir o placar, Davi Silva recebeu um verdadeiro passe do defensor. Aí, foi só ajeitar a bola e bater no canto para vencer o goleiro. Depois, ele foi levando a redonda sem ser desafiado. Bateu. Chute saiu fraco. O goleiro poderia ter parado a bola com o pé e sair jogando. Julgou como sendo melhor cair para efetuar a defesa. Mesmo com a bola indo devagar, ele conseguiu errar o tempo da caída e, quando viu, ela tinha morrido dentro do gol. A situação estava complicada para o Magnatas. Mas, assim como o adversário chegou ao gol sem tentar muitas vezes, o Magnatas precisou de duas bolas para empatar o jogo. Primeiro com Matheus Ferreira. O cérebro do time arrancou e chutou com violência. Depois dele, foi a vez de Rodrigo, a referência no ataque deixar o dele como um verdadeiro atacante deve fazer. O time branco precisou de quase 20 minutos para entrar de vez na partida, mas quando conseguiu, ficou soberano. Tanto que, no segundo tempo, já conseguiu logo a virada. Mais uma vez com Rodrigo. Depois de uma bela troca de passes, Alberte, que tinha entrado segundos antes, apareceu sozinho do lado da trave e completou meio que de letra, colocando dois gols de vantagem. Para deixar o jogo mais emocionante, mesmo que na base da camisa, o Real chegou ao terceiro gol, com o "Arão" do time. Marlon se apresentou muito no ataque e deixou a vantagem em apenas um gol. Foi uma correria para colocar a bola no meio, mas, todo esse ímpeto, de novo, não conseguiu ser traduzido em algo produtivo, como atenção, por exemplo. Então, para colocar o último prego no caixão do time azul, Rodrigo fez o quinto, pedindo música no Fantástico. No final das contas, quem foi mais organizado, saiu de campo vencedor. 

 

ARENA RT

 

Por: Carlos Augusto

Começando mais uma rodada de jogos decisivos e estreias, a Arena RT foi palco de confrontos de altíssimo nível. As equipes não decepcionaram, apresentaram um futebol de excelente qualidade e goleadas foram vistas. Destaque total para as goleadas de Guarani e Night pela Elite LZN. As goleadas de Grande Rio e Colégio City pela primeira e segunda divisão, respectivamente. A vitória apertada do Celeste pela terceira divisão. Por fim, as excelentes estreias de União e Casarão pela quarta divisão do regional.

 

GUARANI 10 x 2 RACING ZN

Na partida inaugural, o líder Guarani derrotou o Racing ZN por 10 a 2 neste sábado, na Arena RT, e chegou aos 19 pontos, mantendo um de vantagem para o vice-líder Hull City. O resultado manteve a equipe do Racing ZN afundada na zona de descenso da Elite LZN, com apenas cinco pontos e está matematicamente rebaixada.

O Guarani começou bastante ofensivo e antes dos primeiros dez minutos criou boas oportunidades para marcar. O gol que abriu o placar saiu de Leonardo Santos, aos cinco minutos. A pressão do Guarani era enorme e o goleiro do Falcão/Racing fazia o que dava para segurar o ataque do adversário. O Racing apostava nos contra-ataques e chutes de longa distância para surpreender. Aos 17 minutos, após arremesso de canto, Norival Pereira aproveitou a chance e cabeceou para o fundo das redes do Guarani. Não teve muita comemoração. No lance seguinte, Aquillys Hallan marcou o segundo do Guarani e abaixou a bola do adversário. O tempo foi passando, o Guarani tirou o pé do acelerador e a partida esfriou, caminhando para o intervalo sem mais emoções.

A qualidade técnica do Guarani voltou fazer diferença na segunda etapa e os líderes seguiram melhores, controlando a partida. Quem marcou primeiro, no entanto, foi o Falcão/Racing. Aos quatro minutos, em cobrança de falta, Diego Nascimento empatou novamente a partida. Pouco tempo depois, aos cinco minutos, o artilheiro da equipe, Josenaldo Souza, entrou em ação e marcou o terceiro do Guarani. No lance seguinte, novamente ele, Josenaldo, girou na marcação e com categoria só tirou do goleiro marcando o quarto da esquadra verde. A porteira abriu de vez quando Leonardo marcou seu segundo gol na partida, aos nove. Aos 14 minutos, o Guarani voltou a marcar. Leonardo Santos fintou um marcador, tabelou com Charles e bateu com tranquilidade para o fundo das redes. No minuto seguinte, José Elder fez o sétimo do Guarani. Estava fácil demais. Matheus Ayres marcou o oitavo, aos 16 minutos. A diferença técnica entre as duas equipes era muito visível e totalmente clara dentro de campo. Nos minutos finais ainda couberam mais dois gols. Matheus e Josenaldo fecharam a conta e garantiram mais três pontos para sua equipe.

 

AJAX INHAÚMA 1 x 4 NIGHT FC

Diz-se, no futebol, que não se mexe em time que está ganhando. O Night mostrou neste sábado, na vitória por 4 a 1 sobre o Ajax Inhaúma, na Arena RT, que uma equipe bem ajustada é mais propensa a engatar bons resultados em sequência e a equipe chegou a sua quinta vitória consecutiva. Com a vitória, o Night alcançou a segunda colocação e ultrapassou seu rival deste sábado na tabela.   

Embora o mando de campo fosse do Ajax, quem parecia se sentir em casa era o Night. O Night abriu o placar logo aos três minutos de jogo com Rafael Mazzei. O Ajax não conseguia acompanhar o toque de bola do Night no início de jogo. Pouco tempo depois, Rafael fez mais um para o Night. Em um dia de muito calor no Rio de Janeiro, o Night passou a trocar passes sem muita pressa, desacelerando o jogo. Passados 10 minutos de jogo, o Ajax enfim acertou a marcação e entrou na partida. Mas, do outro lado tem uma equipe muito experiente e que não se abateu com a pressão imposta pelo adversário em busca do resultado. Aos 21 minutos, Eduardo Gerasso recebeu um belo passe atrás da defesa e com um lindo toque de calcanhar marcou o terceiro do Night. O gol abaixou a moral do Ajax que estava desesperada para o primeiro tempo acabar para pôr ordem na casa.

Na etapa final, pouca coisa mudou e o Night começou marcando mais um. Aos seis minutos, Douglas Goulart roubou a bola, puxou o contra-ataque e tocou para Heitor Pinagé marcar o quarto do Night. A qualidade técnica do Night voltou fazer diferença na segunda etapa e a equipe seguiu melhor, controlando a partida. No lance seguinte, Rafael Rômulo finalizou na trave, na melhor chance do Ajax até aquele momento. Aos 18 minutos, Rafael não desperdiçou a segunda chance que teve e marcou de cabeça para o Ajax. Depois, o Night só tocou a bola até o fim do jogo e não deu chances de maior reação para o Ajax.

 

SEM CUTCHARRA 3 x 10 COLÉGIO CITY

Avassalador, o Colégio City voltou a se aproximar da zona de classificação direta para a próxima fase da segunda divisão do regional. Em uma partida bastante consistente, o time branco e azul não tomou conhecimento do adversário e derrotou o Sem Cutcharra por 10 a 3, na tarde deste sábado, na Arena RT.

Na etapa inicial, dois times que sabem jogar e procuravam ter o controle da bola. O Colégio já chegou assustando, aos cinco minutos, com Filipe Raniery finalizando na trave. O Sem Cutcharra respondeu de melhor maneira. Aos sete minutos, Caio Zerboni acertou belo chute de canhota e abriu o placar. O Colégio City não demorou para igualar o marcador. Aos 11 minutos, entrava em ação Pedro Oliveira e guardem esse nome. O camisa 11 do Colégio recebeu passe dentro da área, finalizou de letra, viu a bola bater na trave, nas costas do goleiro e entrar de mansinho para o gol. No minuto seguinte, Pedro dessa vez atacou de garçom e deixou Benjamin Junior sem goleiro para marcar o segundo. Aos 18 minutos, pênalti para o Colégio e Pedro concluiu sem problemas. Parecia que o Sem Cutcharra tinha saído de campo mas eles voltaram aos 19 minutos. Jefferson Nobre marcou o segundo da equipe e mostrou que tinha time para buscar o resultado. Mas enquanto eles não parassem o destaque do Colégio, Pedro Oliveira, o jogo ficaria muito difícil. No último minuto da etapa, Pedro marcou o famoso hat-trick e ampliou a vantagem do Colégio.

O panorama da partida não mudou na etapa final e o Colégio não demorou para tomar o controle do confronto. Aos dois minutos, Paulo Daniel marcou o quinto. Pouco tempo depois, aos quatro minutos, Pedro, mais uma vez, marcou o sexto com muita tranquilidade na saída do goleiro. O Colégio não deu trégua ao adversário em nenhum instante. Aos 11 minutos, foi a vez de Yan Gabriel deixar sua marca nas redes do Sem Cutcharra. Administrando o resultado, o Colégio voltou a marcar aos 18 e 19 minutos com Paulo Daniel. E uma pausa no roteiro de gols do Colégio. No lance seguinte, Caio, o único que possa ser salvo do massacre, fez seu segundo gol na partida e o terceiro do Sem Cutcharra. No fim, Benjamin Junior fez o décimo do Colégio e colocou ponto final na maiúscula vitória da equipe azul e branca.

 

WINNERS 4 x 7 UNIÃO FC

Winners e União FC entraram em campo na Arena RT, no último sábado, para realizar as suas estreias na quarta divisão do Regional LZN. Em campo, as equipes mostraram boas atuações, mas o União foi melhor. Com uma atuação impressionante na segunda etapa, a equipe não só virou a partida, mas construiu uma goleada e saiu vencedora por 7 a 4.

O União começou a partida em cima do Winners. Logo no primeiro minuto, a bola sobrou para Marcos que acertou uma bomba no travessão. Se o gol não saiu no primeiro minuto, sairia no segundo. Jefferson Michael girou na marcação, finalizou e abriu o placar. O gol sofrido acordou a equipe do Winners. Aos seis minutos, em cobrança de falta, José Renato acertou um foguete no travessão e igualou a partida nesse quesito. Pouco depois foi a vez de igualar o marcador. Aos oito minutos, Leonardo Bozzi aproveitou a oportunidade e empatou a partida. O bom momento do Winners foi totalmente transformado em gols. Aos 10 minutos, José Renato colocou o Winners em vantagem no placar. A partida caiu um pouco de rendimento, mas voltou com intensidade total nos cinco minutos finais. Aos 20 minutos, Gabriel Cavalcante marcou o terceiro do Winners e deixou a equipe com uma folga no placar. Resposta imediata do União. Aos 22 minutos, com oportunismo dentro da área, Jefferson marcou o segundo gol na partida para o União e deixou a equipe viva na partida.

Na segunda etapa, a partida ficou muito pegada e poucas chances claras foram criadas nos primeiros 15 minutos. O torcedor que deixou de ver o início da segunda etapa para ir ao banheiro ou fazer um lanche, certamente, não perdeu, rigorosamente, nada, no quesito emoção. Aos 17 minutos, enfim a rede balançou e Diego Pereira foi o autor, empatando a partida. No minuto seguinte, Bruno Coelho, dominou, girou e mandou para o fundo do barbante do União como um autêntico camisa 9. Daí pra frente, só deu União. Os gols que estavam fazendo falta começaram a sair. Aos 20 minutos, após arremesso de canto, Jefferson desviou na primeira trave e Marcos completou para o gol na segunda. Aos 22 minutos, após cobrança de falta, Jefferson desviou de letra na segunda trave e marcou seu hat-trick logo na estreia da competição. O União começava a deslanchar no placar. No minuto 23, foi a vez de Erick Loureiro marcar o seu. No último minuto, ainda deu tempo de Wildson Guedes fazer um lançamento da defesa para o ataque, ver a bola passar por todo mundo e cair dentro do gol adversário. Uma vitória por 7 a 4 do União na estreia para dar ânimo na continuação da competição.

 

 

GRANDE RIO 8 x 1 MERCÚRIOS

Depois de ver o adversário abrir o placar, o Grande Rio acordou a tempo e chegou à segunda vitória consecutiva na primeira divisão do regional. Neste sábado, na Arena RT, a equipe de Caxias venceu o Mercúrios por 8 a 1, chegou na segunda colocação do grupo A e conquistou a classificação direta para a próxima fase da competição.

A partida começou com um equilíbrio incrível entre as duas equipes. Muita disputa de bola, divididas e faltas marcadas. Quando os dois times decidiram jogar rapidamente saiu os gols. E o primeiro a marcar foi o Mercúrios. Aos 12 minutos, William Carvalho pegou mal na primeira tentativa, mas a bola sobrou pra ele e na segunda tentativa não desperdiçou a oportunidade. Por incrível que pareça, o gol fez com o que o Mercúrios fosse engolido em campo. No minuto seguinte, Wilde Sandro não deixou o Grande Rio muito tempo em desvantagem e empatou a partida. Com muitas faltas, o Mercúrios acabou cedendo um shoot-out para o adversário. Aos 22 minutos, o artilheiro da equipe, Leonardo dos Santos cobrou e marcou o gol da virada no placar. A defesa do Mercúrios cochilou e deixou Leonardo marcar novamente no minuto seguinte. No último lance da partida, Leonardo marcou outra vez e deixou o Grande Rio em ótima situação para a etapa complementar.

Na etapa final, a equipe de Caxias diminuiu o ritmo. Mas ainda assim ampliou no golaço de Mauricio Silva. Logo em seguida, Mauricio chutou cruzado e Thiago Souza, dentro da área, escorou para o fundo das redes do Mercúrios pela sexta vez. Aos 16 minutos, Leonardo, em dia inspirado, marcou o seu quarto gol na partida e o sétimo da sua equipe. O Mercúrios até tentou alguma coisa, mas quando viu Lucas Nicolas acertar a trave na melhor chance da equipe na segunda etapa, perceberam que aquele jogo não seria deles. No lance derradeiro da partida, Wilde fez mais um para o Grande Rio e deu números finais.

 

VASCO SANTISSIMO 1 x 7 CASARÃO

Vasco Santíssimo e Casarão entraram em campo, no último sábado, na Arena RT para as suas estreias na quarta divisão. Em campo, só o Casarão resolveu jogar e transformou suas oportunidades em gols. Resultado, uma goleada na primeira partida e moral para o restante da competição. Do outro lado, muita coisa para se acertar e dor de cabeça para as próximas partidas.

Ygor Barbosa, camisa 6, foi o principal nome da partida. O jogador foi o símbolo da soberania do Casarão na partida, anotando quatro dos sete gols marcados. O Vasco Santíssimo, embora confiante com a estreia, a cada gol sofrido parecia se abater cada vez mais e viu o resultado escapar a cada bola que entrava em sua meta. É verdade que a equipe alvinegra esteva em um dia ruim e tudo estava dando errado. 

André Linhares marcou duas vezes e viu seu companheiro, Diego Maranhão, marcar o gol que completaria a goleada. O Vasco diminuiu com o seu camisa 10, Gilmar Rodrigues, mas de muito pouco adiantou. Uma excelente estreia do Casarão, que vai em busca das melhores colocações na quarta divisão e ao Vasco resta se reorganizar e buscar a recuperação na segunda rodada.

 

 

CELESTE FC 3 x 2 DEATHSTROKE

Na última partida do dia, o time do Celeste, com uma atuação básica, jogou o suficiente para vencer o Deathstroke por 3 a 2, na Arena RT. Depois de um primeiro tempo sonolento, o Deathstroke acordou no segundo, mas não conseguiu reverter o resultado do início e amargou mais uma derrota na competição.

Na primeira etapa, o Celeste mostrou superioridade do primeiro ao último minuto. O cartão de visitas foi um balaço no travessão de Luan Martins.  Em 12 minutos de jogo, a equipe azul já tinha marcado dois gols. Flavio Luiz e Rennan Goulart marcaram para o Celeste. O Deathstroke não conseguia acompanhar o ritmo imposto pelo adversário. A equipe do Celeste seguiu tocando a bola e valorizando a posse de bola para poder ampliar o placar. Com o fim da etapa se aproximando, ainda deu tempo de Vinicius da Silva carimbar a trave do Celeste na melhor chance do Deathstroke em toda a primeira etapa.

Na segunda etapa, o Deathstroke foi para cima do adversário em busca da vitória. A equipe avançou suas linhas e estava correndo muitos riscos em contra-ataques. E foi assim que o Celeste ampliou. Aos sete minutos, contra-ataque rápido e Igor Dantas marcou o terceiro do Celeste na partida. Após o gol, o Celeste parecia que não queria jogo. O Deathstroke aproveitou e continuou em cima do adversário. Nos minutos finais, Vinicius marcou dois gols para o Deathstroke e deu um ânimo para a equipe. Eles tentaram, até mereciam algo melhor mas não tiveram tempo suficiente e o Celeste saiu com os três pontos da partida.


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